terça-feira, 24 de abril de 2012

Pessoal ai está um texto informativo para vocês. Boa leitura!!!

O NOVO ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS:
NOVAS PRÁTICAS E INTERVENÇÕES

Diferentes áreas do conhecimento humano contribuíram para que se construísse um consenso em torno da ideia de que a infância, tal como a conhecemos hoje, não é um fenômeno natural e universal, mas sim, o resultado de uma construção histórica. A infância deixou de ser compreendida como uma “pré” etapa da fase adulta, passando a ser identificada como um estado diferenciado. Assim, ao mesmo tempo em que se reconhece que a definição de infância é originária do contexto histórico, social e cultural no qual se desenvolve, admite-se a especificidade que a constitui como uma das fases da vida humana.
O reconhecimento dessa especificidade (identidade) fez com que o desenvolvimento cognitivo das crianças começasse a ser estudado e ela passa a ser sujeito de sua aprendizagem interagindo e se apropriando do mundo.
Agora como o Ensino Fundamental é de nove anos, as crianças ingressam no primeiro ano com seis anos de idade e por isso não podemos negligenciar o fato de que esse público pertenceu à educação infantil, uma etapa de ensino com concepções de criança, aprendizagem, conhecimento, tempos e espaços diferenciados. Nessa perspectiva, as experiências, saberes e conhecimentos construídos na educação infantil acerca dessa criança precisam mais do que ser considerados, devem, sobretudo, servir de parâmetro para as práticas e as intervenções pedagógicas que se pretende construir com elas no novo Ensino Fundamental.
As crianças dos anos iniciais do Ensino Fundamental chegam à escola, embora, cada criança seja única, ela compartilha características comuns com as outras por meio da interação e pode construir seu conhecimento sobre essas características, levando em conta que elas apresentam diferentes maneiras de aprender. Cabe então, ao professor por meio da mediação, oportunizar situações de aprendizagem às mesmas, nos vários espaços que dispõe na escola e fora dela.
Vygotsky (1988), e seus principais colaboradores destacam que as características especificamente humanas não estão presentes no indivíduo desde o seu nascimento. Elas decorrem da interação dialética do ser humano com o meio sociocultural onde vivem. Portanto, cabe a escola oferecer um ensino de qualidade e proporcionar a formação de alunos críticos, autônomos, criativos e solidários, contribuindo para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social.

Nenhum comentário:

Postar um comentário